Entre aspas.

Sem tempo para parar o tempo....
E daquilo que sou e do que me tornei;
Não há vulcões em erupção,
talvez só haja uma brisa daquela que fui.
Palavras, torpor, medo, medo, medo...
Estou limitada pelo tempo...
Me colaram no espaço...
Não tenho pena, nem dor, nem nada...
tenho sentimentos vastos...
E vastos sentimentos, mas nada disso me cabe...
E sigo pensante, pensando, dor...abre aspas...
No compasso da ilusão triste me tornei....tornado.
Flechas, táticas e guerrilhas...
Todo dia é uma armadilha do tempo;
O tempo não espera, não acelera e não desvia,
Teima em seguir, pensando, penando, pesando, dor....fecha aspas.

3 comentários:

Daniel Dobbin disse...

profundo...
eu só não achei onde abriu as aspas...

Drix Brites disse...

uau.. adorei, Lulu... forte..
o tempo, que na verdade nem existe...
as aspas abrem na dor e fecham na dor... as aspas são a dor ou a dor são as aspas?

Daniel Dobbin disse...

haaa
obrigado pela ajuda!!!
agora fez mais sentido!!
lindo lu!!

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