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Planta Sagrada



Me baixa o fogo
me lava a alma
me cessa a guerra
me acalma.


Deixe aflorar toda sua doçura...

Esse texto eu achei na internet.. postei no meu blog em março desse ano.. num momento de cansaço e de desejo imenso de ser mais eu, mais livre, mais humana...
Precisamos ser mais humanos... doces, afetuosos, de carne osso e emoção.. a humanidade precisa disso.



Às vezes, fico me perguntando porque é tão difícil ser transparente... Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, não enganar os outros. Mas ser transparente é muito mais do que isso.
É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que a gente sente... Ser transparente é desnudar a alma, é deixar cair as máscaras, baixar as armas, destruir os imensos e grossos muros que insistimos tanto em nos empenhar para levantar...
Ser transparente é permitir que toda a nossa doçura aflore, desabroche, transborde! Mas infelizmente, quase sempre, a maioria de nós decide não correr esse risco. Preferimos a dureza da razão à leveza que exporia toda a fragilidade humana.
Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam do mais profundo de nosso ser... Preferimos nos perder numa busca insana por respostas imediatas a simplesmente nos entregar e admitir que não sabemos, que temos medo!
Por mais doloroso que seja ter de construir uma máscara que nos distancia cada vez mais de quem realmente somos, preferimos assim: manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção...

E assim, vamos nos afogando mais e mais em falsas palavras, em falsas atitudes, em falsos sentimentos... Não porque sejamos pessoas mentirosas, mas apenas porque nos perdemos de nós mesmos e já não sabemos onde está nossa brandura, nosso amor mais intenso e não-contaminado...
Com o passar dos anos, um vazio frio e escuro nos faz perceber que já não sabemos dar e nem pedir o que de mais precioso temos a compartilhar... doçura, compaixão... a compreensão de que todos nós sofremos, nos sentimos sós, imensamente tristes e choramos baixinho antes de dormir, num silêncio que nos remete a uma saudade desesperada de nós mesmos... daquilo que pulsa e grita dentro de nós, mas que não temos coragem de mostrar àqueles que mais amamos!

Porque, infelizmente, aprendemos que é melhor revidar, descontar, agredir, acusar, criticar e julgar do que simplesmente dizer: você está me machucando... pode parar, por favor!. Porque aprendemos que dizer isso é ser fraco, é ser bobo, é ser menos do que o outro. Quando, na verdade, se agíssemos com o coração, poderíamos evitar tanta dor, tanta dor...

Sugiro que deixemos explodir toda a nossa doçura! Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não esconder tanto o nosso medo, não desejar parecer tão invencíveis...
Que consigamos não tentar controlar tanto, responder tanto, competir tanto... Que consigamos docemente viver... sentir, amar... apesar de todo o risco que isso possa significar...

(Rosana Braga)


Bobo


Sim, tenho muitas dores..
muitas histórias muitos amores
Sim, tenho muitos livros..
muitas memórias muitos valores
Sim, tenho a vida em capítulos
No carma acredito
em cada vida passada nessa vida.
Sim, eu vivo hoje..
moro comigo
Produzo, tenho umbigo
E giro meu mundo sem aviso
Sim, sou grata por isso..
me valorizo
tenho rugas e sobreavisos
sou gata e macaca
palhaço e equilibrista
bailarina e manobrista
Na vida danço.
Sim, sou meu retrato..
Na vida canso.
Sim, sou meu palhaço..
Sorrindo,
bobo me faço.


A Força da Luz.



*

No fundo do azul flamejante, vejo um ser flutuante
que pede para ser guiado até mim.
Não pode enxergar nem um dedo, não pode seguir sem medo,
mas diz que não pára, ainda assim.

Quer que o mundo a seus olhos transforme.
Todas as cores que não pode ver,
em algo de um odor sem igual
que possa passar para tal,
a idéia do universo infinito. E bonito.

Do cinza que tem em sua fronte, não quer mais
senão elefantes que dancem uma dança bizarra
num palco de folhas queimadas.
Ao som de tal bruta melodia, mesclada a sutil ventania,
de onde seus olhos não vêem.
Mas pode sentir em seu mundo,
um mundo que ninguém mais pode ver.

Dessa certeza que o invade nasce um deus de coragem
e o que é cegueira vira luz.
Uma luz que ilumina mais que tudo
o que podia ele um dia imaginar.

Se elefantes ou borboletas,
para ele não há mais diferença.
O que importa é a força da alma,
é saber que ainda existe um grito.
O que importa é ser infinito.

***

(in Mensagens Inconscientes, 2001)


Fábula


*

Era a história de uma menina que não sabia chorar.
Sentia tudo o que sentiam os anjos.
Mas não sabia o que era sofrer.
Não sabia o que era o humano.
Mas sabia o que era o querer.
Fitava nas águas sua imagem, e acreditava que era um ser
de muitas ondas e muitas viagens,
muitas paisagens e muito, muito querer.
Queria apenas, e seu desejo valia a pena, mesmo sem saber o que queria.
Mas se valia, a ela bastava, e não entendia por que sofrer.

Um dia, feita de nuvem, voava alto, até que o Sol,
centro de tudo o que os homens vivem e crêem, lhe perguntou porque viver se nada sabia sobre sua vontade. E ela lhe disse que mais valia querer e querer.
Lhe disse o Sol que se não sabia o que queria era porque nada queria então. Pois não há querer sem algo que se queira.

Ela pensou, sorriu, e lhe disse:
Só conheço o céu e o canto das estrelas, não tenho missão,
nem mesmo coração, sou feita do pó que voa com o vento, feita daquilo que segue sem porquê, sou feliz por não saber meu destino, que é o destino do acaso onde mora Deus. O Deus sem memória, sem ida nem volta, um Deus sem história, que ninguém pode ver.
Não sou dos homens, ou dos anjos, nenhum deus me cuspiu
ou comeu, nenhum ser sabe ao certo se existo.
Nem mesmo eu, nem mesmo Deus.
Então sigo somente, feliz e contente. Por não ter amarras
ou mesmo correntes.

E o Sol se calou e chorou pelos homens, pois já não era simplesmente, mas sim o que queriam que ele fosse.

***

(in 'Mensagens Inconscientes', 2002)
(foto by Drix, praça Paris, Glória, RJ)


Pai Céu


Nesse ritmo da terra
vi meu coração bater
em silêncio ele cantava
vendo tudo acontecer
minhas mãos eram guiadas
sem contudo esmorecer
nessa dança encantada
vi meu pai aparecer
numa festa aciganada
Lua cheia, enfeitada
doces olhos na magia
nessa longa madrugada
vi meu pai na poesia
vi meu pai anoitecer
numa dança aciganada
uma estrela vi nascer


Poema da Amizade



Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

Albert Einstein.

Um gênio da ciência com uma sensibilidade de poeta...
Presto uma homenagem ao mentor do blog.. :)


memórias...


...correm crianças por todos os lados... um enorme jardim gramado, redes.. crianças pulando umas sobre as outras... alegria colorida naquela noite escura e febril.. meus pés descalços e nenhuma chance de eu me juntar a elas... quantos anos eu tinha? uns dois nesse mundo...
..minha memória hoje é de sensação e imagens, e olha que consigo me ver também, como nos sonhos... será que meu passado não passa de um grande sonho?
Será que estou dormindo agora?


um empurrãozinho amigo...


bla bla blas à parte..
bora iniciar os trabalhos kbçada!!