Ser patriota é ser idiota?

As vezes me questiono sobre o patriotismo e o que significa ser patriota, continuo sonhando com a possibilidade de encontrar algum dia um mundo sem fronteiras, sem impostos e sem governantes paternalistas e tiranos..eu tenho comigo que patriotismos só servem para pagarmos impostos e limitar nossa liberdade de ir e vir.
Afinal, só porque um sujeito chegou aqui ou lá, fincou uma bandeira e deu nome a um pedaço de terra, eu não posso pisar lá sem pedir permissão, o pior é que a coisa ficou tão natural que nós nem nos tocamos de como somos escravos e nos acomodamos, porque junto com esse sentimento patriótico veio uma utópica sensação de segurança. Estamos nos protegendo de quem, afinal? Quem é o grande inimigo?
Tudo bem, venhamos e convenhamos que tudo isso começou junto com a humanidade, no inicio eramos nômades, sem destino, sem lenço e sem documento. Não sabiamos produzir o fogo, habitações e por aí vai. Mas um belo dia, um carinha esquisito descobriu como era fácil esfregar um toco de madeira no outro e pasmem! O fogo apareceu. Agora, pensou ele, posso ficar aqui, caçar uns aperitivos, sentar de baixo dessa árvore e assistir a briga de dois outros homenzinhos por um pedaço de carne, acho que daí que surgiu o boxe, tiraram a carne, ficaram os dois homenzinhos. E daí em diante, parado no mesmo local, o homenzinho começou a engordar, já não precisava andar muito, não fazia atividade e começou a ficar barrigudo, precisava se ocupar, olhou pra árvore, pegou alguns gravetinhos e começou a brincar de lego. Vamos construir! Do final, vcs já sabem. Depois que o homenzinho construiu, resolveu dar seu nome aquele quadrado de terra todinho seu, dando origem a mais um grande big bang cultural, um grande hit do verão de 2008, cantado em unissono por muitos "ado, ado, ado, cada um no seu quadrado".
Essa é a origem do nosso patriotismo, palavra tão bonita quanto batemos no peito e enchemos a boca pra pronuncia-la. Mas tão sem sentido em termos de humanidade. Por isso, parafraseando um grande filosofo:


"Eu não sou daqui, sou de outro planeta e gosto de cogumelos..."
Ventania - O cara

2 comentários:

Isaac Dobbin "O bardo" disse...

Como diria Rousseau o mundo começou a dar errado quando um individuo demarcou um pedaço de terra e disse: " Isso é meu". Propiedade privada é a raiz do mau. Como diria um funk " é tudo nosso". Sonhar com um mundo sem fronteiras é necessario, pois os maiores castelos são construidos de sonhos...

Daniel Dobbin disse...

Realmente é uma "puta falta de sacanagem". Gostaria realmente que estivessemos caminhando para um mundo sem fronteiras. Mas essa globalização que vemos no nosso seculo, me parece uma globalização dos problemas e mazelas. Vejo cada vez mais não só fronteiras, mas muros, grades e violencia e segregação em nome da "segurança". Nosso país esta em guerra, e nem esse nome é dito, em nome da segurança.

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