Ausência tua




Depois te tanto tempo,
Tanto tento...
Depois
De tanto desalento,
De descobrir
O quanto sou pequeno,
Perto desse sublime
Sentimento,
Que tanto tento
Apagar...
Mas que sinto,
Cada vez mais,
Sem censura,
Seu nome não se diz,
Se sussurra,
E eu digo a mim mesmo
Que o mal que sofro
Que me tortura, é
A ausência tua

Uma doença antiga
E que não tem cura
Já cresci, já casei, já amei
Mas esse sentimento,
Ainda perdura,
E nas noites frias
É quando mais sinto
A ausência tua

Porque de tua mordida
Correu o turvo sangue
E rios secaram,
E os cílios se tocaram,
A última vez

E agora não há nada que cure
A marca
Da tua mordida
Da minha ferida
A minha mordida
A tua ferida
A marca
Deixada
Que não tem cura
Nada, nada, nada,
Que possa aliviar,
Que possa apagar,
A ausência tua

E com minhas lágrimas regarei os campos que crescerão. Dessa forma meu choro não terá sido em vão. Ouvirei os lamentos das aves e das crianças, e saberei que sempre seremos um só. Eu, você e todas as coisas belas do mundo. E no meio dos meus iguais nunca estarei só. De minha mente perturbada pela dor sairão belos versos e lindas canções de amor. Pensarei em você todos os dias, sem pular um só. E darei ao mundo todo amor que não pude dar a você. E nada terá sido em vão.

3 comentários:

Thays disse...

ai amor, que lindo seus textos, to ficando apaixonada UAHEIUHAEIUAEH mandou muito bem baby :* ♥

Drix Brites disse...

nossa.. forte esse.. e profundo.

Elis Carvalho disse...

Só você...

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